8 ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL - PERÍODO REGENCIAL NO BRASIL
Rebeliões marcam Período Regencial
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Com a abdicação de Dom Pedro I, em 1831, seu filho, Pedro de Alcântara, de apenas cinco anos, herdou o trono imperial. Como ele era uma criança e não podia assumir responsabilidades, o Brasil foi governando, então, por regentes, políticos que conduziram o governo até que o herdeiro atingisse a maioridade e assumisse o trono. A regência inaugurou uma nova fase da história do Brasil Império, marcada pela eclosão de inúmeras rebeliões e pela reorganização das forças políticas nacionais.
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PEDRO DE ALCÂNTARA
Antes da abdicação de Pedro I, duas correntes políticas predominavam no cenário nacional, organizadas em dois
partidos políticos. O Partido Brasileiro representava tanto os interesses dos
grandes proprietários agrários como o dos liberais, com maior inserção nas
camadas urbanas. O Partido Português representava basicamente os interesses da
alta burocracia do Estado e dos comerciantes portugueses ligados ao antigo
comércio colonial. No início do período regencial, porém, essas forças
políticas se reorganizaram. Surgiram, então, dois novos partidos: o Partido
Moderado e o Partido Exaltado.
Partidos políticos do período
imperial
O Partido Moderado, apelidado de
chimangos, passou a representar, unicamente, os interesses dos grandes
proprietários agrários. Eram defensores da escravidão;
da monarquia moderada, isto é, sem absolutismo;
da preservação da unidade territorial do país, e da ampliação da autonomia das
províncias. Os líderes mais importantes eram o padre Diogo Antônio
Feijó, Evaristo da Veiga e Bernardo Pereira de Vasconcelos.
O Partido Exaltado, apelidado de farroupilhas, passou a representar os
interesses das camadas urbanas. Defendiam a ampla descentralização do poder,
através da autonomia administrativa das províncias e instauração do sistema
federalista. Desejavam substituir a monarquia pelo regime republicano. Seus
principais líderes foram Borges da Fonseca, Lélis Augusto May e Cipriano Barata.
O Partido Português, por outro lado, apenas modificou sua denominação para
Partido Restaurador, e seus membros foram apelidados de caramurus. Os
restauradores tinham como principal objetivo articular o retorno de Pedro 1º ao
trono imperial. Defendiam um regime absolutista e centralizador. Seu principal
líder foi José Bonifácio de
Andrada e Silva.
De regência provisória à
permanente
Após a abdicação de Pedro I, as
três correntes políticas competiram para influenciar os rumos do governo
imperial. O Poder Legislativo do Império ficou encarregado de eleger uma
regência para governar o país. Instituiu-se a Regência Trina Provisória, com um
breve mandato que abrangeu o período de abril a julho de 1831. Para ocupá-la,
foram escolhidos os senadores Nicolau de Campos Vergueiro e José Joaquim de
Campos e o brigadeiro Francisco de Lima e Silva. Ao fim do mandado provisório,
o Parlamento estabeleceu a Regência Trina Permanente. Foi composta por José da
Costa Carvalho, Bráulio Muniz e pelo brigadeiro Lima e Silva. Exerceram um
mandato de
A Regência Trina Permanente marcou a ascensão do grupo dos moderados ao poder.
A figura de maior destaque deste período foi o padre Diogo Antônio Feijó.
Nomeado para o cargo de ministro da Justiça, Feijó criou, em 18 de agosto de
A Guarda Nacional foi um instrumento policial empregado para impor a lei e a
ordem pública, reprimindo com violência as constantes agitações populares e
revoltas militares. Serviu, basicamente, aos interesses da oligarquia agrária,
preservando as grandes propriedades rurais, a escravidão, e reprimindo os
movimentos oposicionistas ao governo regencial.

Regência Una
Em 1834, os políticos moderados conseguiram fazer uma reforma na
Constituição do Império, instituindo o Ato Adicional. Por meio dele, ficou
estabelecido que a Regência Trina Permanente seria exercida por uma única
pessoa, com mandato de quatro anos. Surgiu então, a Regência Una. O padre Diogo
Antônio Feijó foi eleito para o cargo.

PADRE DIOGO ANTÔNIO FEIJÓ
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Esse período foi marcado pela eclosão de
inúmeras revoltas e rebeliões separatistas, que ameaçaram a ordem e unidade
territorial do Brasil. Essas revoltas aconteceram porque a população estava descontente com os governantes regentes e com a ausência de um imperador para o Brasil.
Em 1835, eclodem a Cabanagem,
no Pará; e a Farroupilha,
no Rio Grande do Sul; em
Político conservador, adotou medidas de caráter regressista, interrompendo a
tendência à descentralização, suprimindo a autonomia política das províncias e
fortalecendo o poder central. A Guarda Nacional, até então sob controle dos
grandes proprietários agrários, foi colocada sob comando direto do poder
central. As revoltas e rebeliões provinciais foram duramente reprimidas.
Emancipação de Dom Pedro II
Para os políticos e parlamentares
do Império, a principal causa da instabilidade e crise política reinante no
país devia-se à instituição das regências eletivas em vigor. Não obstante, a
pouca idade do herdeiro do trono dificultava outra solução institucional. A
partir de 1837, porém, parlamentares da corrente liberal apresentaram alguns
projetos de lei que previam a antecipação da maioridade do imperador. Em abril
de 1840, surgiu o Clube da Maioridade, cuja atuação resultou na emenda
constitucional que antecipou a maioridade do imperador. Desse modo, com 15 anos
de idade, Pedro de Alcântara foi coroado e recebeu o título de Pedro II. A
coroação de Pedro II deu início ao Segundo Reinado.
Quando Dom Pedro II assumiu o trono, as forças políticas que atuaram no período
regencial haviam passado por importantes transformações, que influenciariam a
política partidária nacional do Segundo Reinado. A morte precoce do
ex-imperador Pedro I, em 1834, havia levado à desarticulação e à dissolução
da corrente política representada pelos restauradores, agrupados no Partido
Português. E dois novos partidos haviam surgido: o Partido Liberal e o Partido
Conservador.

Clube da maioridade – Os liberais lançam a campanha pró-maioridade de dom Pedro no Senado e articulam a popularização do movimento no Clube da Maioridade, presidido por Antônio Carlos de Andrade. A campanha vai às ruas e obtém o respaldo da opinião pública. A Constituição é atropelada e Dom Pedro é declarado maior em 1840, com apenas 14 anos. Essa emancipação precoce de Dom Pedro II foi chamada de Golpe da Maioridade.
ATIVIDADE 1 - FAZER NO CADERNO
NÚMEROS DE CHAMADA 1 A 10 - Fazer uma pesquisa sobre a Cabanagem.
NÚMEROS DE CHAMADA 11 A 20 - Fazer uma pesquisa sobre a Revolução Farroupilha.
NÚMEROS DE CHAMADA 21 A 30 - Fazer uma pesquisa sobre a Sabinada.
NÚMEROS DE CHAMADA 31 AO ULTIMO NÚMERO - Fazer uma pesquisa sobre a Balaiada.
ATIVIDADE 2 - COPIAR AS QUESTÕES E RESPONDER NO CADERNO
1) Por que Pedro de Alcântara não conseguiu assumir o trono brasileiro após a morte de seu pai?
2) Diferencie o Partido Moderado do Partido Exaltado.
3) O que era a Guarda Nacional?
4) Por que aconteceram revoltas nesse período da história brasileira?
5) Explique o que foi o Golpe da Maioridade.
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